segunda-feira, 14 de março de 2011

Tolerância zero!

Intolerante, o mundo anda muito intolerante, nunca em minha breve vida notei tanta intolerância, me incluo nisso, andamos muito sem paciência com as coisas, muito fechados à novas opiniões, acreditamos apenas na nossa verdade, e deixamos de ouvir a verdade do outro.
Disserto-lhes isso, pois hoje ao meu lado no ponto de ônibus, eu cansado, nervoso, sem paciência, fiquei indignado e de certa forma fui intolerante com a intolerância da criatura que se postava ao meu lado. Leitor, que pessoa rabugenta era aquele homem! Tudo que passava por ele, saía alguma reclamação da boca daquela rude criatura, minha impaciência cresceu em progressão geométrica. Primeira injúria infame foi quando passou por nós um senhor, muito bem humorado, trabalhava feliz, vendendo amendoim torrado, daqueles que são doces, e ele jocosamente anunciava: "Vamos comprar gente, que está acabando!", mas ainda restava muito amendoim para vender, logo a criatura retruca: "Tá acabando só se for a sola do sapato dele, isso sim!". Logo passou um senhor com um carrinho de picolé, daqueles picolés de cinquenta centavos, que só os corajosos comem, então o senhor ranheta fala: "Tá doido de comer um trem desse, picolé feito com a água do rio!", tudo bem que tal fala pode até ser verdade, mas não precisava explanar tal coisa e de tal forma. Hoje, como de costume nos dias do mês de Março, os aprovados na universidade federal estavam pedindo moedinha para o churrasco que é feito, nisso passou-se uns cinco estudantes no ponto pedindo, novamente ele reclama: "Nossa dez centavos aqui, dez centavos ali, fale a gente, de grão em grão a galinha enche o papo, povo folgado!", pensei comigo: "Será que ele precisa tanto de cinquenta centavos?!", por mais que faça, mais uma vez foi desnecessária a fala.
Logo depois ele cometeu um ato muito comum de nós não-evangélicos, um senhor veio distribuindo um folhetim falando de Jesus e nos convidando a ir conhecer a igreja na qual ele frequentava, ele foi extremamente sem educação com o senhor, jogou o folhetim fora na frente do senhor, achei aquilo de uma falta de sensibilidade, o senhor nem estava sendo inconveniente, até foi muito agradável, sorridente, sem desrespeitar o credo dos outros, gostei mesmo daquele senhor, eu nem concordei com tudo que estava no folheto não, mas me deu vontade de ir na igreja pela alegria daquele senhor.
E por causa desse incidente eu resolvi pensar sobre minhas intolerâncias, que não são poucas, e cheguei a conclusão que devemos ser mais receptíveis à novas ideias, novas pessoas, fiquei indignado com tamanha rispidez que aquele homem tratou as pessoas hoje.
Pensem nisso, aposto que vocês chegarão a conclusões semelhantes a minha.

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