Leitor, agora jogo fezes ao ventilador, sim farei isso! Há hoje no mundo uma polêmica, na França o governo declarou ser proibido o uso de burkas em locais públicos, porém a TV aberta só divulga o "grosso" da coisa, e não passa ao "teleespec" (como diz Emílio) o que realmente se passa. Ao ver o jornal da Globo News eu entendi o que anda acontecendo na França.Estava eu a pensar que Nicolas Sarkozy era preconceituoso, mas no entanto o preconceituoso era eu. A questão é, leitores, a França se declarou país laico, ou seja, não tem religião oficial, portanto, QUALQUER símbolo religioso, assim como crucifixos e estrelas de David, são proibidos de serem usados em lugares públicos.
Digo-lhes que concordo em partes com o presidente francês, concordo que nas instituições públicas (governamentais) não deveriam apresentar nenhum símbolo religioso, uma vez que o país é laico, ele não deve apresentar "prioridades" a uma determinada religião. Discordo quanto ao banimento do uso de tais símbolos a pessoas comuns, uma vez que elas têm o livre arbítrio para escolher o que o usar e seguir, portanto, acredito que o presidente está sendo invasivo na liberdade dos cidadãos franceses, digo até que Sarkozy vai contra aos princípios dos direitos universais do homem (criados pelos iluministas franceses), aonde se tem assegurado a liberdade de culto e credo.
E agora resolvo ser polêmico e digo, já está mais que na hora do Brasil retirar da Câmara dos deputados o crucifixo que ali se encontra, e sou ainda mais radical, deveriam ser banidos todos os feriados de cunho estritamente religiosos, com exceção da Páscoa e Natal que já viraram datas comerciais, deveria substituí-los por feriados federais, como por exemplo o dia do descobrimento do Brasil (22/04), que não é comemorado. Penso que é muito errado também o ensino de religião em escolas públicas, uma vez que tem-se a filosofia para substituir tal matéria, sem contar que em grandes centros como São Paulo, a presença de orientais é muito frequente, não precisa ir longe, na Bahia o sincretismo religioso é imenso, logo, penso que é erradíssimo você tentar ensinar um seguimento religioso para alguém que não o segue. Para mim é como se tivesse aula de futebol, por exemplo, eu sou Fluminense, aí porque a maioria das pessoas torcem pro Flamengo eu sou obrigado a assistir aulas sobre o Flamengo, e não adianta contestar, eu vou ser forçado a assistir a aula. Penso que se a instituição for particular não há problemas, mas se ela é pública isso é um absurdo!Falo isso, leitor, pois o Brasil também se declara país laico, já que é laico não deve apresentar nenhuma preferência a qualquer religião, ou seja, não é porque temos a maioria católica, que devemos segui-la, desde o segundo Império que somos laicos, e até hoje há resquícios do preconceito religioso no país.
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