O deputado estadual Raul Carrion propôs na assembleia constituinte do estado do Rio Grande do Sul, uma lei que proíbe o uso de estrangeirismos em propagandas e textos formais no estado.
Nos primeiros meses do blogue eu divulguei um texto em que eu falava sobre o chamado estrangeirismo, por tanto, acredito que os que leram tal texto já concluem minha posição diante ao projeto do deputado gaúcho, para os que não leram, vos direi agora. Bom, leitores, se o projeto se restringir apenas aos estrangeirismos, eu sou super a favor do projeto de lei, uma vez que estamos no Brasil e nossa língua é tão bonita quanto, e quiçá, até mais que a língua inglesa (principal língua usada pelos "estrangeiristas"). Mas, tenho consciência da não praticidade do projeto, uma vez que o brasileiro já se acostumou a desmerecer a língua nativa, como também outras coisas nacionais, acredito que a "erradicação" do estrangeirismo deve ser implantada lá no ensino básico, no lugar em que nós adquirimos nosso patriotismo ou antipatriotismo, aí sim, vejo funcionalidade no projeto.
Mas me indigno ao ver que algumas pessoas insistem em críticas tolas como usar o "rato", para enviar uma "carta virtual" para os amigos marcando uma "hora feliz", uma vez que demonstra imensa ignorância e falta de conhecimento sobre a língua. Na maioria dos casos em que citei não ocorre estrangeirismo, mas sim uma adoção de vocábulos estrangeiros para aquilo em que não se tem correspondentes na língua nativa, como por exemplo "mouse", quando nos referimos à ferramenta de navegação do computador, ou "e-mail", quando nos referimos ao instrumento de comunicação via internet, e aí está outro vocábulo adquirido [internet]. Já o último citado por mim, "hora feliz", aí sim, acredito que seja um estrangeirismo, uma vez que nós podemos marcar um "chopinho", ou ir tomar uma cerveja (ou "gelada"), ou ir no boteco para comer, ou ir espairecer a cabeça com os amigos. Noto até que tal expressão já caiu em desuso, poucas pessoas usam dela para marcar um encontro com os amigos, bom, pelo menos em Juiz de Fora usamos muito pouco, pois é uma expressão muito fácil de ser substituída, e ainda acrescento, ao meu olhar de menino patriota, a expressão "Happy Hour" é tão ridícula quanto "Hora feliz", só que tem um pequeno detalhe, é em inglês, e para muitos no Brasil quem fala inglês é rei, e é dessa característica colonial do brasileiro que o deputado pretende acabar. E concluo o texto concordando com a fala do deputado para o portal de notícias Terra, no qual ele fala que o estrangeirismo não passa de "Uma coisa de papagaio, de macaquinho, de modismo", e acrescento, coisa de gente provinciana, já passou da hora de largarmos essa posição de colônia, bom economicamente já largamos, agora falta socialmente, e isso depende apenas de nós.

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