domingo, 10 de abril de 2011

Ter ou não ter coração?

Essa é a questão. Visualizem o print abaixo:
Pra começar que acho de um tremendo exagero o tuíte de Sonia Abrão, na verdade eu não entendi a indignação da apresentadora, uma vez que tal piada é feita durante todo o ano, tendo ou não casos pavorosos como o de anteontem. E se pararmos para pensar a menina identificada como "Lu Bozzi" não está errada, uma vez que ela faz uma crítica ao programa de Sonia e não pretende ser jocosa com o caso ocorrido.
Tudo bem que tal comentário possa ter vindo em uma ocasião não muito favorável para tal, mas ao meu ver Sonia é tão sem coração quanto Lu Bozzi.
Penso que programas sensacionalistas, como o de Sonia, são de uma enorme falta de sutileza e indelicadeza, uma vez que se comercializa a dor de seres humanos e faz sucesso a partir da dor do outro, acho que o pior dessas situações são tais programas, que banalizam a dor do outro, invade o sentimento do outro, não tem pena, nem se quer pede licença.
Sem contar que tais programas mobilizam a população para atos incoerentes e sem propósito, o que mais uma vez banaliza e desmerece o sentimento das pessoas, como o que foi registrado nesse sábado (09/04/11) pelo portal de notícias G1:

Ao meu ver de "menino do asfalto" acho tal mobilização popular sem propósito, uma vez que o assassino já morreu e se não tivesse morrido seria julgado em tribunal, e que por ser pobre, duvido da hipótese de que tal infrator não seria punido. Alguns podem ver tal ato como apoio às famílias, mas para mim não passa de puro sensacionalismo, ainda mais considerando-se que daqui a um mês todos aqueles não envolvidos com a história, e que fizeram parte de tal mobilização fotografada, já terão esquecido do ocorrido. Vejo tais atitudes como brincadeiras com os atingidos, pois mais uma vez usam da desgraça do outro para aparecerem.
Posso não acreditar na justiça brasileira, mas acredito piamente na lei de ação e reação, e tenho certeza de que tudo que vai, volta. Por isso vejo tais manifestações como uma tremenda falta do que fazer, o que mais me indigna nelas é que na hora de aparecer no jornal ou na Sonia Abrão muitos se manifestam, mas na hora de mandar aquela cambada de "atoas" engravatados ir embora do planalto ninguém nem sequer gosta de falar, pois religião, política e futebol não se discute.

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